Título: A filha da minha mãe e eu
Editora: Novo Conceito
Páginas:272
Nota: 3/5 - Bom
“Das minhas memórias mais distantes, esta foi a primeira vez que lembro de ter me sentido realmente protegida. Para mim, naquele momento, um avião poderia cais na pista, o manicômio inteiro fazer uma passeata reivindicando o direito de comer criancinhas ou mesmo meu irmão contar uma de suas histórias sobre mosntros que viriam nos buscar à noite, que minha sensação era que nada, nada mesmo, poderia acontecer de ruim comigo. MInha mãe estava ali e não deixaria ninguém me machucar. Ninguém, exceto ela mesma.” – pag. 11
Já aviso: essa resenha pode não alcançar as suas expectativas. Ela pode ficar meio vaga e até dar a impressão que esta meio superficial.
O problema é que esse livro desencadeou em mim um misto de emoções. E , talvez, eu não consiga expressar tudo o que senti.
Mariana é a filha de Dona Helena, e o livro conta passagens da vida das duas. Desde pequena, Nana, tem certa dificuladade de se relacionar com a sua mãe. Quando criança, achava que sua mãe não gostava dela e sim do seu irmão mais velho – o Guga - , porque pensava que havia destinção no modo como eles eram cuidados. Nana, também achava que era sua culpa. Desde pequena ela e seu pai eram muito proximos, e na cabeça dela, talvez fosse o grande motivo da mãe ter se afastado. Enquanto se perguntava porquê a mãe não a amava, ao mesmo tempo ela prefiria ficar com seu pai.
O livro é um turbilhão de acontecimentos. Na maioria muito ruins e impactantes, mas que servem para explicar a relação de mãe e filha. No final, a gente passa a entender as ações das duas (Nana e Dona Helena). Como as duas são muito parecidas, em alguns momentos percebemos que as brigas só acontece porque nenhuma cede.
Tive momentos bons e ruins com esse livro. Em partes achei que a culpada de não se dar bem com a mãe, era a Mariana. E nas outras partes, achei que a culpa era da prórpia mãe. O fato é que tudo começa desde que Nana é criança e vai crescendo ao longo da vida. O afastamento das duas é como uma bola de neve, sempre que acontecia algo – que poderia uní-las- tem efeito oposto. É uma culpando a outra.
O livro só tem um ponto negativo: eu me sentia meio perdida na leitura. Às vezes demorava a entender em que parte da vida a autora estava relatando. E também achei que “A filha da minha mãe e eu”seja mais um relato, do que uma história. O livro serve apenas para entendermos a relação de Mariana com sua mãe.
Uma coisa que não posso negar é que a história é cheia de surpresas. Como disse lá em cima: muitos acontecimentos que nos faz pensar. Para mim, comparando com a minha vida, achei meio forçado, porque era sempre alguma coisa ruim acontecendo. O livro aborda temas como: drogas, aborto, abandono, adoção, abuso sexual e separação. Então,vocês conseguem imaginar o porquê de eu achar meio forçado. Mas entendo, perfeitamente, que muitas pessoas passam por tudo isso.
Eu recomendo a leitura. Não mudou a minha vida, mas me fez pensar na minha relação com a minha mãe. E acho que era esse o objetivo do livro: fazer nós ,filhos, e mães pensarem em como nos relacionamos uns com os outros.
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